Cepa INEO Tinto 2011
Vinho espanhol, da denominação de origem Valdepeñas, feito com 100% de uvas Tempranillo e fermentado em cubas de inox a uma temperatura controlada de 26ºC. Não esperava muito desse D.O. espanhol, mas fiquei surpreso. Na temperatura correta (apenas resfriado), esse vinho alçou um nível bem melhor de qualidade. Cor vermelho rubi intenso, bem límpido. No nariz, frutas secas e maduras, nariz amplo e franco. Bastante fino e intenso. Na boca, o melhor do vinho: redondo, muito macio, pouco tânico, mas com taninos presentes. Pouco persistente, mas isso não chega a ser um defeito nesse bom vinho que tem uma excelente relação custo-benefício (cerca de R$25). Recomendado para o dia-a-dia. Classificação: ***.
Albae Tempranillo 2011
Vinho da linha simples da Hacienda Albae, vinícola espanhola, localizada em Castilla. Essa região apresenta clima continental, com grandes oscilações térmicas. Altitudes entre 400 e 1000 metros. Os solos, em geral, são sedimentares. Vinho feito com a casta Tempranillo, de cor muito agradável, vermelho-rubi. No olfato, aromas muito fortes de madeira, algo artificiais, que me incomodaram. Apesar disso, o aroma é certamente intenso. No palato, um vinho mediano, de média intensidade, desequilibrado e com gosto terroso. Deixa a boca áspera e tem um incômodo amargor de fundo. Não recomendado. Classificação: **.
El Maestro Sierra Jerez Fino
Senhores, isso não é um vinho, não! É uma orquestra! Exageros à parte, vinhos Jerez são vinhos únicos, vítimas de preconceito em seu país de origem (a Espanha), são dos melhores e mais complexos vinhos que já provei. Não existe nada igual a um bom Jerez. Como aperitivo, então, é insuperável. O processo para fazer o Jerez é complexo e expliquei na matéria sobre Vinhos Fortificados e de Sobremesa. Vamos às notas de degustação: vinho amarelo-palha brilhante claro, com reflexos esverdeados. Aromas finíssimos, muito intensos e muito persistentes, daqueles que ficam gravados na memória. Frutas secas, amêndoas, sal marinho, mel... É fechar os olhos e aproveitar. Na boca, impactante (principalmente para quem não conhece os vinhos Jerez finos): seco, muito seco. Sabores que lembram sal marinho, amêndoas e azeitonas. Parece muito com os Vin de Paille, das montanhas Jura, na França. Muito equilibrado, praticamente harmônico. Sabor finíssimo, muito intenso e muito, muito persistente. Colheita manual, fortificado para que fique com 15% de graduação alcoólica. Esse vinho passa 60 meses em barricas de carvalho antes do engarrafamento. É, como já disse, perfeito como aperitivo, mas acompanha muito bem atum, peixes, frutos do mar, azeitonas e ervas em geral. Classificação: *****.


