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La Chablisienne Petit Chablis Pas Si Petit 2011

Alguns vinhos merecem todo o nosso respeito, por serem resultado de um trabalho meticulosamente planejado e evoluído durante décadas. Assim são os vinhos da La Chablisienne, cooperativa fundada em 1923. Chablis é uma região no extremo norte da Borgonha (França) e produz exclusivamente vinho branco. A região é uma importante área vinícola há pelo menos 1400 anos. Hoje há cerca de 4.600 hectares de vinhas produzindo. 
Os produtores dessa região têm orgulho de produzir um vinho realmente inimitável: feitos somente de Chardonnay, são muito secos, mas não agressivos; metálicos, mas não austeros; ricos, mas não pesados. São misturas bem sucedidas de alta acidez, fruta madura e nuances minerais. 
Com 12,5% de teor alcoólico, esse exemplar apresentou bela e brilhante cor amarelo palha, com fortes reflexos esverdeados. Aromas minerais (pedra molhada?) e de frutas cítricas, com um toque de menta. Na boca, muito seco, com acidez cortante e revigorante. Final de boca persistente e com memória vivida de frutas cítricas. Excelente! Classificação: ****.

Santa Helena Chardonnay Reservado 2012

Vinho simples, da linha de entrada da Santa Helena, tradicional vinícola chilena. É um vinho que se encontra facilmente em supermercados. Como esse blog não tem preconceito com vinhos baratos e, sim, acreditamos ser possível encontrar bons vinhos a preços baixos, não deixamos de consumir os tais vinhos de supermercado (apesar de saber que tem muito enochato por aí que torce o nariz!). O importante é saber que há vinho pra todas as ocasiões, para todos os gostos e para todos os bolsos. Não é mais caro que se deve buscar, mas o que tem melhor relação custo-benefício.
Este vinho é 100% Chardonnay. Tem cor amarelo palha brilhante. Cor muito boa. No nariz, forte presença de cítricos e abacaxi. No palato, corpo e estrutura delicados, com predominância de sabores cítricos (em continuidade aos aromas)  e de pêssego. Final curto. Um vinho simples, mas com boa relação custo-benefício, boa acidez e refrescância.  Um cuidado que não deve ser esquecido é que esse vinho é melhor jovem. Assim, se você encontrar um desses de uma safra já de muitos anos, é melhor não comprar, pois terá perdido seu frescor.  Classificação: ***.


Trivento Tribu Chardonnay 2011

Esse Chardonnay, elaborado pelas Bodegas Trivento, em Mendoza (Argentina), estava bastante agradável. Chardonnay não é o forte da Argentina, então não se deve esperar muito dessa casta com essa proveniência. Vinificado em tanques de aço, tinha 13% de teor alcoólico. Trata-se de um vinho simples, macio e aromático, longe das complexidades obtidas com a mesma casta em vinhedos do Velho Mundo. Na análise visual, um vinho amarelo palha com reflexos esverdeados. No olfato, mel, ervas e frutas, especialmente, abacaxi, melão e damasco. Na boca, um vinho jovem, macio, cítrico, com acidez elevada e agradável, porém pouco persistente. Vinho para o cotidiano, muito bom para acompanhar carnes brancas e grelhados mais leves. Classificação: ***.


Ventisquero Clásico Chardonnay 2012


A linha Ventisquero Clásico é composta de vinhos simples, mas bem feitos. São vinhos bons, mas são, sim, um pouco grosseiros.  Como já disse em outras ocasiões, recomendo-os para grandes recepções, quando se deseja servir um bom vinho e não é viável, em razão das quantidades envolvidas, servir vinhos muito caros.  Esta é a versão Chardonnay da linha. Estagiou em barricas de carvalho francês e americano. De cor amarelo palha, com tons esverdeados, brilhante e escorregadio, possui acidez marcante e refrescante. No nariz, melão e banana, em uma mistura fina e persistente, apesar de não muito intensa. Voltando à boca, um vinho equilibrado e saboroso. Contínuo, untuoso, muito frutado, expressivo e tropical. Excelente para acompanhar refeições leves e pescados. Classificação: ***

Casa Valduga 130 Anos

Espumante topo de linha da Casa Valduga, o 130 é realmente inquestionável. Produto de primeiríssima linha. Escrevo esse post degustando uma taça desse vinho muito bem feito e fico feliz em saber que é produto nacional, feito em Bento Gonçalves, por uma empresa cheia de vigor. A Casa Valduga começou com o imigrante italiano Luigi Valduga, que se estabeleceu na região em 1875 com uma produção artesanal de vinhos. São vinhos bons, alguns excelentes, como esse da foto. O espumante 130, feito pelo método tradicional, é elaborado com as castas Chardonnay e Pinot Noir e amadurece por 36 meses em contato com as leveduras. Na análise visual, um vinho de amarelo ouro razoavelmente forte, com perlage intenso e contínuo, de bolhinhas muito finas, o que mostra ser um bom espumante, no qual o gás está corretamente diluído no vinho e onde não houve inclusão artificial de gás, como há em refrigerantes. No nariz, aromas delicados, com notas de frutas tropicais. Na boca, muita fruta. Sabor, estrutura e acidez marcantes. Um vinho muito equilibrado e de grande potencial de sabor, um espumante forte e com personalidade. Excelente! Classificação: ****.

Aromas e Varietais Brancas

Olá, pessoal! Esse post é a continuação do anterior, sobre Vinho Varietais. Vamos falar um pouco mais sobre esses vinhos indispensáveis. Para continuar, contudo, vamos combinar uma coisa? Descrever um vinho usando outras frutas, vegetais ou substâncias para expressar suas características não é frescura. É comum dizer que um vinho possui aroma de ameixa, tabaco, morango, pimenta do reino, etc. Isso ocorre porque nos vinhos existem mais de quinhentas substâncias químicas. Mais de cento e cinquenta delas são puramente aromáticas. Então, quando se diz que um Cabernet Sauvignon tem aroma de pimentão verde, isso significa que ele tem metoxipirazina. Quando dizemos que o vinho tem aroma de maçã verde é porque as moléculas voláteis que se desprendem do líquido são as mesmas, ou muito semelhantes, àquelas que se desprendem das maçãs verdes. 

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