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Obikwa Pinotage 2013

Feito na região de Stellenbosch, na África do Sul, este Obikwa Pinotage mostra logo de imediato a força dos vinhos sul-africanos. Com o nome de uma das mais antigas tribos da África do Sul, este vinho celebra a obstinação das tribos Obikwa, assim como a resistência do avestruz. Nativos da região, juntos sobreviveram a intempéries e solo inóspito. 
A Pinotage é uma variedade de uva tinta sul-africana, ela é resultado de um cruzamento proposital entre as uvas Pinot Noir e Hermitage (que hoje é conhecida como Cinsaut), daí deriva seu nome. Essa uva foi criada na África do Sul em 1925 por Abraham Perold, o primeiro professor de viticultura da Universidade de Stellenbosch. Ele tentava combinar as melhores qualidades da robusta Hermitage com a nobre Pinot Noir, mas que é tão difícil de ser cultivada.
Após a confirmação da nova variedade, o melhor exemplar foi escolhido para ser propagado, tendo sido batizado de Pinotage. Seu primeiro vinho foi feito em 1941 em Elsenburg. O reconhecimento mundial da uva aconteceu em 1959 quando um vinho Bellevue feito a partir da Pinotage, ganhou uma competição nacional em 1959. Esse vinho foi o primeiro a mencionar a uva Pinotage no seu rótulo, e esse reconhecimento deu origem a uma grande onda de plantações da Pinotage por toda a região da Cidade do Cabo.
Na análise visual, o Obikwa Pinotage 2013 apresentou cor vermelho rubi intenso, opaco, escorregadio. Aroma intenso e de qualidade, com frutas (principalmente ameixa e frutas silvestres) e pimentas, que posteriormente evoluem para florais muito leves. Na boca, um vinho seco, macio e aveludado, com um frutado muito agradável ao paladar. Corpo médio e persistente. Vinho vigoroso e elegante.

Classifição: ***.

Adobe Reserva Gewürztraminer 2011


A Gewürztraminer é uma das castas mais aromáticas que existem. É conhecida por atingir seu ápice na Alsácia (França) e se caracteriza pelos aromas de lichia, rosa e gengibre. Esse Adobe, elaborado pela vinícola chilena Emiliana, apresentou uma bela cor dourada brilhante. No nariz, os aromas típicos e muito destacados da casta: aroma muito intenso de lichia, com nuances de frutas, flores e ervas, assim como o esperado gengibre. Aromas finíssimos e intensos; francos e amplos. Um excelente exemplar de vinho aromático. Na boca, um vinho com sabores contínuos e acidez bastante agradável, refrescante, com um final doce e medianamente persistente. Volumoso e untuoso. Um ótimo vinho branco, com excelente relação custo-benefício. Excelente como aperitivo e para acompanhar sushi. 

Além de ser muito bom, esse vinho é produzido com técnicas biodinâmicas, sem qualquer produto químico. Para conseguir bons resultados, a vinícola usa um sistema sofisticado de procedimentos, que incluem elementos da natureza como ferramentas de sustentabilidade do vinhedo. Um exemplo é o uso de animais no auxílio do cultivo. Por exemplo, usam-se  galinhas para controle de insetos e alpacas para remoção de ervas daninhas e fornecimento de adubo natural. Esse método produtivo gera colheitas mais caras, mas com resultados comprovadamente melhores. Classificação: ***.

Yellow Tail Cabernet Sauvignon 2010

Nós do Poesia Engarrafada acreditamos que há vinhos bons para todas as horas e – sim! – para todos os bolsos. Claro que não se deve esperar um vinho harmônico, estonteante, por um preço irrisório. O mercado se encarrega de não deixar tais anomalias ocorrerem. Acontece, entretanto, que há vinhos bons e honestos nas mais diversas faixas de preço. Esse é um bom exemplo. 
Esse Yellow Tail Cabernet Sauvignon é o terceiro vinho fino mais vendido do mundo (é o mais vendido nos EUA!). Se isso por um lado pode representar industrialização e perda do tão desejado caráter artesanal, por outro representa consistência e padronização de resultados (o que é positivo quando não se quer arriscar!). É um vinho sedoso, com taninos macios. Frutado, redondo, equilibrado (equilíbrio alcançado em níveis altos de intensidade). Talvez não muito típico da casta (um Cabernet Sauvignon deveria ser mais estruturado, sério). Aroma de frutas vermelhas, principalmente amoras. Final aveludado e persistente. Vinho agradável, jovial, fácil de beber, de sabores e aromas diretos. Excelente para o dia-a-dia. Classificação: ***. 


Serrera Moments Torrontés 2009

Um passeio por aromas. Realmente impressionante! O Serrera Moments Torrontés 2009, elaborado pela bodega argentina Serrera, na boca, é um vinho leve, fresco e elegante. No nariz, é - sem exagero - uma viagem única. Extremamente aromático, possui fragrâncias destacadas de flores, frutas, mel... Aromas finíssimos e muito marcantes, que vêm em camadas. Curioso que, após degustá-lo, fica-se ainda muito tempo (dias!) lembrando os aromas e do enorme prazer olfativo. Final de boca complexo e persistente. A Torrontés é uma casta genuinamente argentina, que só existe lá, conhecida por ser realmente muito aromática. A qualidade dos vinhos feitos com essa uva aumenta quando se vai de regiões mais ao sul da Argentina para vinhos feitos em regiões mais ao norte. Ela também fica melhor quando cultivada em locais altos. Gostamos muito desse vinho. Recomendado para ocasiões especiais, em que haja tempo para desfrutar todos os seus aromas. Classificação: ****. 


Livio Felluga Sossó

O Sossó Merlot D.O.C. é um corte de Merlot e Refosco dal Pedunculo Rosso, uma uva própria da região de onde esse vinho é proveniente: Friuli, no nordeste da Itália. O produtor, Lívio Felluga, produz esse vinho quase na fronteira da Eslovênia, em uma região muito fria, montanhosa. O nome Sossó vem de um rio do mesmo nome que passa dentro da propriedade. É um grande vinho que, infelizmente, chega caro no Brasil, mas vale cada centavo pago. É amadurecido 18 meses em carvalho e mais um ano na garrafa antes de ser posto a venda. Cor vermeho-granada e aroma extravagante, finíssimo e muito intenso de café, pimenta, capim, frutas vermelhas, madeira. Na boca, muito frutado, taninos macios, bastante equilibrado, bastante fino, intenso e com longo retrogosto. Elegante e fácil de beber, foi um dos pouco até hoje que recebeu classificação máxima no Poesia Engarrafada. Classificação: *****.

Villa Cardeto Sangiovese 2011



Vinho italiano do produtor Cardeto, da comuna de Orvieto, região da Umbria. Elaborado com 100% de uvas da casta Sangiovese, provenientes de vinhas plantadas a cerca de 300m de altitude, em solo vulcânico. Esse vinho não passa por madeira. Como resultado, obtém-se um líquido de coloração vermelho-rubi brilhante. No nariz, um conjunto fino e persistente: cerejas e violeta. Na boca, um vinho equilibrado e prazerosos, taninos doces, corpo médio. Belíssimo exemplar da casta. Para fazer bonito em ocasiões especiais. Excelente relação custo-benefício. Classificação: ****.

Curso de Harmonização - Parte 2: O "Peso" da Comida

Na busca por uma harmonia adequada entre vinho e alimento, uma das alternativas é a análise do conceito conhecido como “peso da comida”. Aqui não falamos, obviamente, da quantidade de comida, mas do teor de gordura, da presença de fibras, da dificuldade de mastigação e da presença de temperos fortes. Analisando-se tais características, fica mais fácil escolher o vinho para acompanhar o alimento.


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Curso de Harmonização - Parte 1: Princípios para Harmonizar Vinho e Alimentos

Uma área que costuma gerar muitas dúvidas aos apreciadores iniciantes no mundo do vinho é a harmonização. Chamamos de harmonização a busca pela correta adequação entre os sabores e texturas do vinho e os da comida. A harmonização busca extrair o melhor de cada um, sem que um domine o outro. 

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