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Salton Moscatel


Elaborado com uvas da variedade Moscato, este espumante é feito com o método Asti, no qual o mosto é fermentado em tanques herméticos de aço inoxidável a baixa temperatura. A fermentação é interrompida quando se atinge de 7% a 10% de álcool, deixando açúcares residuais da ordem de 80 gramas por litro (10 vezes mais que um espumante Brut).  O resultado é aromático, doce e pouco alcoólico. Na análise visual, o Salton Moscatel apresentou coloração amarelo-palha, com tons esverdeados, brilhante, com espuma abundante e bom perlage. No nariz, aromas – de média intensidade – de flores e frutas tropicais, com nuances cítricas. Sabor equilibrado, cremoso e bastante frutado. Seria bem melhor se fosse mais ácido, para compensar a doçura típica. Como solução de contorno, sugere-se servi-lo bem gelado. É um vinho com bom custo-benefício, para momentos descontraídos. Classificação: ***. 

Terranova Moscatel

Espumantes do tipo moscatel são elaborados pelo método Asti, com o uso da uva Moscato. Neste método, uma única fermentação é realizada em grandes autoclaves (o gás carbônico resultante da fermentação é mantido dentro da autoclave e se incorpora ao líquido). Essa fermentação é interrompida através de redução rápida da temperatura a cerca de 0º, quando o teor alcoólico alcança de 7 a 8,5%. Falando agora especificamente sobre o Terranova Moscatel, o fato é que ele decepcionou um pouco. No olfato, forte presença de ervas. Perlage bastante homogêneo, meio grosseiro, mas de excelente persistência. Na boca, refrescante, gostoso, mas com um incômodo amargor no fundo de boca. Ligeiro, sem defeitos mas também sem qualidades que o destaquem. Se estiverem buscando por um moscatel barato, recomendo o Aurora, bem melhor que esse. Classificação: **.




Espumante Aurora Moscatel

Os moscatéis são vinhos pouco comentados pelos enólogos. A razão é certamente a doçura pungente, que incomoda muitos dos paladares. São vinhos, contudo, que têm seu espaço no jantar (acompanhando a sobremesa, por exemplo) e possuem uma fatia fiel de consumidores. O espumante moscatel é elaborado pelo método Asti com o uso da uva moscato. Neste método, uma única fermentação é realizada em grandes autoclaves. Essa fermentação é interrompida através de redução rápida da temperatura a cerca de 0º quando o teor alcoólico alcança de 7 a 8,5%, de acordo com o objetivo determinado pelo enólogo responsável. O resultado é um residual de açúcar bastante alto que deixa o espumante leve e doce. A acidez, sempre importante nos espumantes, mostra-se essencial aqui no sentido de equilibrar o açúcar, reduzindo a sensação de doçura no palato. Temos ótimos produtos dessa categoria disponíveis no Brasil. Um exemplo correto é o Aurora Moscatel, um vinho de aroma sutil e refrescante. Na boca consegue equilibrar bem os níveis de açúcar com boa acidez, o que o faz muito prazeroso de tomar, cremoso. Apresenta boa espuma e bom perlage, apesar de não muito persistente. É vinho bom, recomendado para ocasiões em que os convivas não estão habituados aos sabores por vezes rascantes dos vinhos. Classificação: ***.


Muscat

A Muscat é uma complexa família de uvas, com três cepas diferentes (Blanc à Petits Grains, da Alexandria e Ottonel). Suas variações são também chamadas de Moscatel (na península Ibérica) e Moscato (na Itália), é uma uva de secura leve e corpo médio. Essa casta produz vinhos elegantes, fáceis de beber, com aromas característicos de jasmim, laranja, pêssego, canela e uva (é a única variedade em que o cheiro de uva permanece). Origina os famosos Muscat do sul da França, o Moscatel de Setúbal português, o Liqueur Muscat australiano e os Asti e Moscato d’Asti italianos.


Para entender um pouco mais sobre castas e aromas, clique aqui.

Monte Paschoal Brut Rosé X Monte Paschoal Moscatel Rosé

Degustação de dois rosés Monte Paschoal: o brut e o Moscatel. Ambos são vinhos simples, muito refrescantes, joviais, ideais para momentos descontraídos e para climas quentes. Recomendadíssimos na piscina, por exemplo, em um dia de sol, bem gelados. São ambos vinhos baratos (cerca de vinte reais), bons exemplos da vitivinicultura nacional. É bom que se diga: não são vinhos estruturados, complexos e com camadas de aromas. São vinhos que combinam mais com sorrisos e conversa de amigos do que com elucubrações sobre quais aromas se escondem no líquido. Ambos são escorregadios e apresentam linda cor rosé cereja. Ambos apresentaram bom perlage: contínuo, intenso e delicado. O Brut Rosé, 12%, é elaborado unicamente com a Pinot Noir. No nariz, notas cítricas, florais e de frutos vermelhos. Na boca, refrescância e acidez correta. Classificação: ***. O Moscatel, 7,5%, feito pelo processo Asti, é só festa. Feito com a uva Moscato Bailey, possui aroma destacado de morangos e amoras. No palato, doçura e muita fruta, mas um pouco carente de acidez. Classificação: ***.

Aurora Moscatel Rosé

Comprei esse Aurora Moscatel Rosé em passeio à Vinícola Aurora. É vinho doce, feito com as uvas Moscato de Hamburgo e Moscato Bianco. A versão branca desse espumante é o carro chefe da Aurora. Muitas pessoas não gostam de espumantes do tipo Moscatel, por serem vinhos doces, mas sempre há uma ocasião para qualquer tipo de vinho, até aquele tipo que não se está muito acostuma a beber. Esse, por exemplo, é um vinho que vai bem com sobremesas. No exame visual, bela cor salmão, com bastante perlage (as bolinhas), porém perlage com bolhas grossas. Aroma fraquinho, da própria uva Moscatel (a única que transmite seu próprio aroma ao vinho), mel e jabuticaba. Na boca, simplicidade, doçura e refrescância. Faltou mais acidez e um pouco mais de estrutura. Classificação: **. 


Monte Paschoal Moscatel Rosé

Quer beber bem pagando pouco? Se você gosta de espumantes doces, essa é uma excelente pedida. O Monte Paschoal Moscatel Rosé é vendido por cerca de R$20 e é um espumante muito bom para a sua categoria. É elaborado pela Basso Vinhos e Espumantes, vinícola localizada no município de Farroupilha (RS), com a uva Moscato. A fabricação do espumante é pelo processo Asti, no qual a tomada de espuma ocorre já na primeira fermentação, feita em autoclaves. Trata-se de um vinho jovem, de bela cor cereja e bastante aromático. No nariz, aparecem muito destacados os aromas de morango e cereja, misturados a notas florais. O perlage é bom: contínuo, intenso e delicado.  Leve e fácil de beber, refrescante, paladar adocicado e extremante frutado, ótimo para brindar com os amigos. Como é doce, recomendo tomá-lo como sobremesa, acompanhando bolos ou sorvete. Classificação: ***.